Quanto tempo demora a portabilidade de um empréstimo?
Até nove dias úteis pela regra geral: cinco para o banco atual informar o saldo e pedir a transferência, dois para confirmar o recebimento dos recursos e dois para enviar a documentação. Dentro do Open Finance o teto cai para três dias úteis. No financiamento imobiliário leva semanas, porque entram avaliação do imóvel e registro da garantia em cartório.
O Destrave não origina crédito, não indica instituição e não recebe por contratação.Nossa política editorial.
Quais são os prazos, etapa por etapa?
São três, todos do banco que perde a operação, todos em dias úteis.
| Etapa | Prazo | Base |
|---|---|---|
| Informar o saldo e solicitar a transferência | 5 dias úteis | Art. 6º |
| Confirmar o recebimento dos recursos | 2 dias úteis | Art. 8º |
| Enviar a documentação ao novo credor | 2 dias úteis | Art. 9º |
| Total | 9 dias úteis |
Resolução CMN nº 4.292, de 20 de dezembro de 2013, vigente em setembro de 2026. Dias úteis, contados do recebimento da requisição pela instituição credora original.
Duas coisas mudam o resultado na prática. O relógio começa quando a instituição que vai receber envia a requisição — comentar na agência que você está pensando em trocar de banco não dispara prazo nenhum. E nenhum desses prazos é seu: você autoriza e espera.
Quanto tempo demora pelo Open Finance?
Até três dias úteis, contra nove. A Resolução Conjunta nº 15, de novembro de 2025, levou a portabilidade para dentro do Open Finance, com o fluxo todo pelo aplicativo e o compartilhamento de dados padronizado entre as instituições — o que ataca a causa mais comum de pedido travado, que é divergência cadastral.
O crédito pessoal entrou em fevereiro de 2026. O consignado abre ao público em novembro de 2026; as demais modalidades vêm depois. A regra antiga continua valendo em paralelo.
Por que o financiamento imobiliário demora semanas?
Porque a dívida está amarrada a um imóvel, e a garantia precisa mudar de mãos. Isso acrescenta três etapas que não existem no crédito pessoal: nova avaliação do imóvel, análise jurídica da matrícula e registro da sub-rogação em cartório.
Os prazos do Banco Central continuam valendo para a parte bancária. O que os supera é o cartório — e matrícula irregular, com averbação pendente ou inventário em aberto, é o que mais atrasa.
O banco pode recusar a portabilidade?
A Resolução 4.292/2013 não prevê recusa pelo credor original. Ela lista obrigações com prazo — informar, transferir, confirmar, documentar —, não faculdades. A única não-efetivação prevista está do outro lado: no cheque especial, a instituição que receberia pode não efetivar se o saldo ultrapassar o limite de cobertura dela (art. 6º, §4º).
Isso importa porque “o banco negou minha portabilidade” quase sempre descreve outra coisa. Em geral uma destas três:
- a instituição proponente não aprovou o seu crédito — essa parte é dela, e ela não é obrigada a receber a operação;
- o pedido não foi formalizado pelo canal certo, então nunca virou requisição;
- o prazo ainda está correndo.
Vale separar as três antes de reclamar, porque o caminho de cada uma é diferente.
O que fazer quando o prazo estoura?
Peça o número de protocolo da requisição, com a data — sem ele não há como mostrar quando o relógio começou. Depois, reclamação no canal do banco, registro no Banco Central (a portabilidade tem categoria própria e entra no ranking de reclamações da instituição) e, se precisar, o consumidor.gov.br.
Vale lembrar que tentar não custa nada: a resolução proíbe repassar ao devedor os custos de troca de informação e de transferência. Se aparecer “tarifa de portabilidade”, a cobrança está errada — o que existe de legítimo são os custos de cartório e avaliação no caso do imóvel, que são de registro da garantia, não de portabilidade.
De onde vêm estas informações
- Resolução CMN nº 4.292, de 20 de dezembro de 2013 — arts. 6º, 8º e 9º
- Resolução Conjunta nº 15, de 27 de novembro de 2025 — portabilidade no Open Finance
Como cada número é calculado e com que frequência é revisto:metodologia.